quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Cuidado! Eu vou embora.


Você tem que entender que eu me eternizo como uma fotografia clássica. É preciso que se tenha atenção aos meus pelos que se arrepiam. Vou desacelerar o tempo enquanto jogo o cabelo pro lado e vou fazer com que você veja o mundo em câmera lenta. E, antes que você queira brincar com a minha lingerie, é preciso brincar com o meu ego. Sabe aquele sorriso meio safado de quem acabou de acordar e ainda não abriu direito os olhos? Eu sei a melhor maneira de faze-lo. Atenção ao despir-me porque já vou logo dizendo: ou você me devora de vez ou eu vou embora. E se não fazer com carinho nunca mais me verá denovo.

Você deve se perder na minha bagunça. Ela é totalmente fora de ordem e gosto desse jeito. Vai dizer que você não se sente bem no caos que eu represento? É que eu gosto de brincar com você sem você se dar conta. Na mais pura inocência. Sorrio timidamente olhando para você usando óculos de grau, mas você já deve saber o que fazer. Quero que você me devore com os olhos, com as mãos e tudo mais.

Você pode encarar minha ousadia. Só não pode querer me tirar do lugar. Não percebe que eu poso querendo que você rabisque cada curva minha como se fosse uma tela em branco? Eu quero ver a sua versão do meu mundo. Você pode tocar meus seios e me tirar um suspiro intenso ao lamber a pontinha deles.  Você pode agarrar as minhas costas com firmeza e me tirar uma confissão de que quero mais. Você pode fazer tudo isso, só não pode resistir ao meu jeito de dizer que sou dona de si mesma. E, pra isso, basta encarar os movimentos das minhas pernas. Eu sou ansiosa. Eu tento me antecipar porque vou adivinhando todos os seus movimentos. Eu me antecipo porque tenho uma ingenuidade que só pede para ser devorada aos poucos. Faça-me com que eu feche os olhos de prazer. Não me tire de mim mesma, mas faça com que eu queira sair um pouco de si e ser tua de um jeito um pouco louco e nu.

Você precisa aceitar os meus modos. O jeito despretensioso de quem lê histórias em quadrinhos me revelo uma personalidade baseada nas mais diversas vilãs e mocinhas de todos os tempos. Eu já cansei de heróis, de resgates, dessa coisa toda de menina-mulher que todo mundo conta. Eu quero escrever uma história com você, sem você, por essa noite ou na manhã seguinte. Não importa. Só deixe que eu quebre as regras e o conduza. Vou segurar a sua cabeça e agarrar os seus cabelos com força. Deixar que seja convencional é uma afronta séria às minhas características. Aliás, os meus gostos são constantemente mutáveis. Mais rápido, mais forte, mais áspero, mais intenso e assim por diante. Você percebe isso pelo humor das minhas expressões faciais enquanto durmo ou quando chego ao meu auge. Ou quando levanto e agarro a sua camisa que estava em algum lugar do chão. Não (não) estou atrás do seu cheiro ou algum ritual padrão que toda mulher faz. Eu só quero me sentir confortável com as suas roupas porque hoje eu enjoei das minhas.


Para aqueles que não entendem as regras do jogo eu uso os mesmo argumentos e as mesmas desculpa para minha falta de tempo e interesse. Não adianta ter as mesmas pegadas, não basta pegar na cintura, arrancar as roupas e repetir o mesmo processo, as mesmas histórias e os mesmos quase-orgasmos de sempre. Seja doce, molhado, quente, curioso, astuto e nunca (nunca) recue. Porque eu não sou paciente e me canso rápido. E chega de porquês na história. Vai logo! Devore-me de uma vez. Ou eu vou embora.

Nyann

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Te quero

Ah, acontece que você é meio brincalhão, bobo, cruel e todas essas coisas que eu não queria que você fosse – porque só me fazem gostar mais de você.
Você é meio atrapalhado, meio romântico, meio que tem medo de arriscar a gente, meio que nem sei mesmo se gosta de mim e insisto: isso me irrita um pouquinho.
E o pior é que eu nem consigo expressar raiva porque eu sou
uma dessas nervosinhas sorridentes. Minha boca se abre, meu riso se solta e eu fico toda boba.
Mas confesso que eu queria mesmo era cravar os meus lábios no seu pescoço, as unhas nas suas costas e tentar te marcar um pouquinho, assim como você faz comigo.

Nyann

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Me cospe ou me engole.

Me atiro num pulo ou nem subo no muro.

E você, ah, você que não escolhe e acha que o tempo é seu servo, você que pensa que a eternidade existe pela espera, você que confunde a calma calmaria tranquilidade com indecisão medo dúvida que nunca é sanada. Você precisa parar ou cair de vez, sem interferências cósmicas antropológicas ambientais de força maior que te façam parar no meio do caminho. Você, que não é como eu, precisa entender que não é de açúcar pra evitar andar na chuva – e se for, é melhor que se desmanche de uma vez só, sem essa coisa de piedade bondade cautela, essas coisas que atropelam a gente e deixam a gente estirado no meio da rua, sangrando agonizando morrendo aos poucos sem nunca morrer de vez. Você precisa deixar de esperar, de esperar por socorro apoio certeza e se decidir.


Você, como diria Cazuza, vê se ao menos me engole, mas não me mastiga. Você precisa reaprender a andar nas ruas avenidas prédios elevador sem parar em cada andar pra se certificar que as coisas vão indo, você que é muito comedido e nunca teve nenhum arranhão de bicicleta patinete moto amor ou uma dessas coisas todas que machucam saram cicatrizam e bola pra frente. Justo você que tá aí e não se mexe, melhor ficar parado imóvel estátua fria de si mesmo se a ideia for desistir no meio do caminho. Mas escolhe ficar parado. Escolhe, decide, me conta, eu respeito, você vai entender, eu também vou e se isso for te fazer feliz ou me fazer feliz ou fazer de nós dois infelizes que tomaram as decisões erradas, tudo bem. Pelo menos tomaram. Decidiram-se. 8 ou 80 e não tem outra numeração pra você que é sempre metade do que podia ser.

Você que é o revés dos meus riscos e ainda assim é um risco que ainda não entendeu isso, você que simpatiza com a prolixidade das reticências sem ter consciência de que esperar demais cria bolor em mim em você na gente nos outros nas histórias e em tudo mais que não se deixa levar. Você, é, você mesmo, que tá se debruçando nos braços sem o peso de preocupações, sem o peso de ter que se decidir e acaba deixando o destino sorte tarot búzios astros decidirem por você. Você que podia me ter, mas não tem por muito pouco, por muito perto, por não ter cruzado a linha em tempo hábil, por ter deixado a decisão de lado ou por nunca ter se decidido. Você que nunca sabe o que fazer e nem percebe que só perde tempo dinheiro beijos suspiros felicidade amor e todas essas coisas que parecem uma coisa só quando eu não uso vírgulas pra respirar. Você que podia me deixar sem fôlego, mas não deixa porque não é nem um pouco igual a mim que sou 8 ou 80. Ah, você…

Se atira logo num pulo ou nem sobe no muro.

Ou me cospe, ou me engole.


terça-feira, 25 de junho de 2013

Eternamente



Eu preciso ter você
Sentir seu toque
Te sentir......bem dentro de mim
Deixar-te viciado com meu cheiro
Sentir seu prazer a flor da pele
Ouvir seus gemidos misturados ao meus
Me dar por inteira e te fazer só meu
Fazer-te procurar desesperadamente meu corpo
Te induzir ao gozo e sentir-te explodir dentro de mim
Depois de saciado ter cobrir com meus braços
E te tocar com minha pele macia e quente
Fazer minha língua percorrer seu corpo ofegante
E sentir os sabores do teu prazer
Deslizar em seus braços que forçam em me deixar quieta
E continuar brincando entre cada pedacinho seu, em cada gota de suor
Deixar minhas marcas entre um arrepio e outro
Te acariciar os cabelos
Sussurrar em teu ouvido o quanto te amo e como você me faz mulher
E te fazer dormir.
Depois disso me acalmar e adormecer em seus braços
Ouvindo sua respiração profunda.
Acordar no meio da noite
Olhando seu rosto sereno
Dizer que TE AMO ao seu ouvido
E que serei sua pra sempre
E assim continuar aconchegada e protegida em seus braços
Eternamente... assim como nosso amor.

( Erica Santana)

sábado, 27 de abril de 2013

Uma realidade ou talvez uma fantasia


Sem inspiração escrevo , mais por teimosia do que por vontade
As letras se formam de um jeito incontrolável
Rabiscos e rabiscos entre uma palavra e outra
Mas continuo aqui persistente, talvez porque dentro dessas palavras exista uma historia escondida.
Poderia ser de uma princesa a espera de seu príncipe, não que não existam contos de fadas, mas os príncipes, sim, eles não existem mais.
Poderia ser um bruto que briga em buscar de poder e que só o encontra dentro de uma mulher.
Mas sinceramente a gana de um homem não se satisfaz só com amor.
Continuo escrevendo sem saber oque...
Queria talvez uma historia com final feliz
Mas como conseguiria eu escrever isso? Pois se é final alguém sempre sofre e se é feliz não tem final. Onde as pessoas não vivem para sempre, mas se amam eternamente
Engraçado... Historias felizes ninguém tem problemas; só amor, amor. Amor
Não poderia escrever uma historia assim... Seria alimentar algo que não existe.
Poderia então escrever sobre luta, desejo de vencer, ânsia de viver ou quem sabe algo bem sofrido. Assim os leitores se comoveriam...
Acho que não :/
Quem sofre não quer ouvir uma historia de sofrimento
Afinal historia é só fantasia, imaginação, ou quem sabe só desejo de ser igual à mocinha quando é salva dos malvados e levada para um lugar seguro.
E que seria esse afinal? O the end?
Alias o the end sempre fica exatamente onde começa a verdadeira historia.
E sem inspiração termino algo que nem começou, por querer uma realidade que não existe ou talvez uma fantasia que não conheceu.

sábado, 13 de abril de 2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013